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sexta-feira, 29 de março de 2013

REINTEGRAÇÃO DE MENORES INFRATORES




Crianças em situação de rua chamam a atenção da sociedade


Crianças em situação de rua chamam a atenção da sociedade
Nos dias atuais, a questão das crianças em situação de rua tem chamado a atenção da sociedade e de estudiosos pelo quadro dramático relacionado a este problema. As falhas nas políticas de atendimento a menores e outros fatores como econômico, sociais e administrativos, tem trazido um grande impacto na marginalização de menores e a exclusão destes na sociedade.

Pesquisas revelam que o trabalho infantil para ajudar na renda familiar por causa da priorização da economia em primeiro lugar, fez com que aumentasse o numero de menores nas periferias das grandes cidades e o abandono nas escolas.

A exploração acontece na maneira que o explorado está disposto a oferecer seus serviços para fazer qualquer coisa a qualquer preço, e quem explora aproveita e enriquece desse trabalho. Neste contexto, serve como exemplo a exploração do trabalho infantil.

Estes menores infratores são classificados em alguns estudos como sendo dois grupos, os que moram na rua e os que passam o dia nas ruas. O primeiro grupo é classificado como não possuem vínculo familiar estável e o segundo grupo é o das crianças abandonada pela família que passa a maior parte do tempo na rua. Estes utilizam as ruas como local de lazer e trabalho, visando obter seu sustento e auxiliar a família, mas retorna diariamente para casa. Ambos estes três grupos são influenciados a lutar pelo seu sustento como roubos, pequenos furtos, prostituição, uso e tráfico de drogas ou até mesmo crimes.

A influência dos outros grupos que já se encontram na rua, é fatal para a marginalização desses menores.

No resultado da pesquisa de PALUDO e KOLLER (2008) obtido em entrevistas dos laços afetivos das crianças e adolescentes em situação de rua com seus familiares, os autores chegaram à conclusão que não a um afastamento total da família com estes menores ou vice-versa. Todos os participantes possuíam algum vínculo familiar. Os pesquisadores destacaram nesta pesquisa, um diálogo com um menor em situação de rua de 14 anos, onde o mesmo relatou que durante o tempo que passa trabalhando no centro da cidade, os traficantes o procuram para vender drogas, pois pensam que ele é de rua.

Mesmo com o risco que as ruas oferecem principalmente nos grandes centros urbanos, são locais preferidos para esses menores desenvolver algum tipo de trabalhos considerados mais fáceis, como pedir nos sinaleiros.

O sentimento de discriminação social, de cor e raça são fatores que também levam estes menores procurarem a rua como forma de revolta ou integração em grupos que os aceitem.

Outro problema relacionado a estes menores de rua é descoberta da sexualidade e o desconhecimento do seu próprio corpo, onde esses adolescentes fazem das ruas o seu local de sustento. A cada vez maior número de crianças e jovens na rua a explorar seu corpo para se manterem ou até mesmo para comprar drogas. Este tipo de comportamento gera riscos como, para contaminação de doenças sexualmente transmissíveis e para uma gravidez indesejada desses menores no caso de adolescentes mulheres.
Alguns pesquisadores relatam que muitas adolescentes provenientes de famílias que sofrem com a reclusão social faz das ruas seu espaço de sobrevivência e descoberta da sexualidade, onde muitas vezes esta introdução na vida sexual acontece de forma violenta, muito cedo e sem precaução nenhuma.

Os problemas que a rua traz para esses menores, também tem destaque na saúde pública. Com o aumento das doenças sexualmente transmissíveis à dependência das drogas desses menores, coloca a capacidade do sistema público de saúde despreparado no atendimento desse público.
Como relata a UNICEF (2007) numa parte do seu estudo relacionado aos problemas de saúde que mais afetavam os jovens em geral, a dependência de drogas ganha destaque em primeiro lugar com 28% e a AIDS em segundo com 26%.

A visão da sociedade em relação a esses menores são atitudes de medo relacionado com a violência que esse grupo possa trazer, de discriminação social ao classificarem esses menores como “os trombadinhas”, os “flanelinhas”, de raiva por pensamento que só fazem mal a sociedade além de estragar a imagem da cidade, pena por pensar que estão abandonados pela família e etc.. Neste contexto, demonstra o despreparo da sociedade em lidar com a situação desses menores.

A imagem policial para os menores em situação de rua muita vezes é marcante e cruel. Segundo um estudo de SANTOS et al.,( 2006), essas crianças tem visão diferente de policiais, uns acham os policiais amigos , “tio” e já outros relembram com mágoa de ações policiais que delimita espaço e imposição de fronteiras em espaço público para elas, por estar mal vestidas por exemplo.

As criações de instituições para atender as crianças e adolescentes em situação de rua, infelizmente nem sempre estão preparadas para atender e reabilitar essas crianças para sociedade, pois possuem visão somente de detenção e correção desses menores.

A retirada desses menores da rua, muitas das vezes é somente para “mascarar” o problema existente, e atender a sociedade que exige e pensa que “limpar” os menores das ruas é resolver o problema. Esta realidade está longe de ser verdade, só retirar esses menores das ruas e não lhes oferecer um tratamento adequado, que os ocupa com outras atividades como lazer, educação, participação na sociedade e etc., nada adianta.

O trabalho e acompanhamento com a família desses menores é de total importância, pois o problema de encontrarem na rua a maioria das vezes está relacionado com situações familiares, como pais usuários de drogas ou no mundo do crime, violência doméstica, pais ausentes, pais despreparados em lhe dar com a situação do filho na rua e etc. Esses menores mesmo morando nas ruas ainda mantém algum vínculo familiar, em que o trabalho também voltado a família ajudaria a perceber melhor a situação dessa criança e desses familiares onde poderia buscar alternativas mais adequadas.
A ligação de jovens e adolescentes envolvidos na criminalidade, principalmente nos grandes centros urbanos são assustadores e alarmantes. Com suas oportunidades prejudicadas nos campos da educação, saúde, educação, trabalho, cultura e lazer acabam também por prejudicar seu processo de integração social. Esses jovens são descritos muitas vezes pela sociedade ou até mesmo pesquisas como: jovem, pobre, não branco, nível baixo de escolaridade ou sem escolaridade.

Uma demonstração clara no despreparo dos nossos governantes em gerir as nossas políticas públicas e os problemas sociais do nosso país é confirmada numa pesquisa de MIRAGLIA (2007), onde ela cita as palavras do Governador do rio de Janeiro Sérgio Cabral relacionado à criminalidade e a juventude, onde ele declara que as altas taxas de natalidade das favelas cariocas são nas próprias palavras dele que com cita autora “uma fábrica de produzir marginal”. O governador defende o aborto como política púbica e um potencial para reduzir a violência.

Oferecer oportunidades, perspectivas de vida a essas pessoas, conceber tratamento por igual a todos e colocar em ação programas voltado para a realidade de problema local, seria bem mais coerente do que incluir o aborto na política pública, onde tanto outras políticas ainda precisam ser implementadas e concluídas e com urgência.

Já pensou se fossemos de uma gravidez indesejada e nossa mãe tivesse o direito de nos tirar mesmo antes de nos dar uma chance de ser alguém, não teríamos oportunidade de chegar onde estamos.

Quando o estado renega uma criança antes mesmo de nascer, mostra o descompromisso de responsabilidade, descaso e despreparo do estado de não querer investir no futuro de uma nova geração.



Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO Colunista Portal
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